Há mais de 99% de chances de 2023 ser o ano mais quente

por Helorrany Rodrigues da Silva publicado 14/10/2023 13h10, última modificação 14/10/2023 00h42
A previsão fatídica ocorre semanas antes de líderes mundiais se reunirem, em novembro, em Dubai, para a COP28

Depois de um mês de setembro com recordes de temperaturas, 2023 será, quase certamente, o ano mais quente já registrado, afirmou, nesta sexta-feira (13/10), uma agência americana.

 

"Há uma probabilidade maior que 99% de que 2023 seja o ano mais quente já registrado", afirmou a Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA, na sigla em inglês).


A previsão fatídica ocorre semanas antes de líderes mundiais se reunirem, em novembro, em Dubai, para a COP28, um encontro durante o qual vão abordar o futuro dos combustíveis fósseis, principais responsáveis pelo aquecimento global.

 

Setembro foi o mês mais quente em 174 anos de registros globais, confirmou a NOAA. O Observatório Europeu Copernicus anunciou este recorde no início de outubro.

 

"Setembro de 2023 foi o quarto mês consecutivo com temperaturas recorde", afirmou, por meio de nota, Sarah Kapnick, cientista-chefe da NOAA.

 

"Não só foi o mês de setembro mais quente já registrado, mas, diferentemente, o mais atipicamente quente" nos registros da agência, acrescentou.

 

"Para dizer de outra maneira, setembro de 2023 foi mais quente que a média de julho de 2001 a 2010", acrescentou.

 

A temperatura global em setembro ficou 1,44° C acima da média do século XX, segundo a agência americana.

 

O Copernicus também estimou, no começo de setembro, que 2023 provavelmente seria o ano mais quente da História.

 

Com Informações Correio Braziliense

Imagem: Carlos Vieira

Edição: Site TV Assembleia