Vamos Conversar: psicologia explica por que a ordem emocional sustenta o amor nas famílias

por Antônio Luiz Moreira Bezerra publicado 05/03/2026 09h03, última modificação 05/03/2026 09h03
A psicóloga Marcelle Formiga explica a importância de uma estrutura que sustente vínculos familiares

A ideia de que “a ordem precede o amor” pode soar estranha em um primeiro momento. Para muitas pessoas, essa frase parece sugerir rigidez, autoridade excessiva ou até submissão. No entanto, o conceito apresentado pela psicóloga Marcelle Formiga aponta para algo bem diferente: trata-se de compreender a estrutura emocional que sustenta os vínculos familiares. Esse foi o tema do quadro “Vamos Conversar”, exibido nesta quinta-feira (5) dentro do programa Bom Dia Alepi, que abordou como a falta de organização nos papéis familiares pode gerar sofrimento, mesmo quando existe amor, cuidado e boas intenções entre as pessoas.

 

Segundo a especialista, nas relações familiares o amor, sozinho, não é suficiente para garantir vínculos saudáveis. A chamada hierarquia familiar não significa autoritarismo ou poder, mas sim organização dos lugares dentro do sistema familiar. Saber quem veio antes, quem veio depois, quem cuida e quem precisa ser cuidado é essencial para o equilíbrio emocional. Quando os adultos ocupam o lugar de adultos e as crianças permanecem no lugar de crianças, os vínculos se tornam mais leves. Porém, quando essa ordem se rompe, surgem inversões de papéis, como filhos que assumem responsabilidades emocionais dos pais ou crianças que tentam sustentar afetivamente a família.

 

Outro ponto fundamental destacado por Marcelle Formiga é o pertencimento. Dentro da dinâmica familiar, todas as pessoas que fazem parte da história precisam ser reconhecidas. Quando alguém é excluído ou apagado da narrativa familiar — como uma primeira esposa, um filho fora do casamento ou até mesmo uma gestação interrompida — o sistema tende a buscar compensações.

 

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Da Redação Site TV Alepi