"Vamos Conversar" explica as dificuldades que as pessoas enfrentam para realizar mudanças na própria vida
Você já decidiu mudar de vida, mudar de relacionamento, mudar de comportamento — mudar tudo — e, algumas semanas depois, percebeu que estava exatamente no mesmo lugar? A sensação costuma vir acompanhada de culpa, frustração e da ideia de que faltou força de vontade. Mas, segundo a psicóloga Marcelle Formiga, isso nem sempre tem a ver com disciplina. Muitas vezes, é o cérebro e o inconsciente tentando proteger você.
O tema foi abordado no quadro Vamos Conversar, do programa Bom Dia Assembleia, desta quinta-feira (5). A especialista explicou que a dificuldade em sustentar mudanças profundas não é contradição interna nem fraqueza pessoal, mas o resultado da atuação conjunta da neurobiologia, da história de vida e do inconsciente.
“O cérebro humano funciona para garantir a sobrevivência, não para facilitar mudanças”, explica Marcelle. Tudo aquilo que ameaça o que é conhecido — mesmo quando esse conhecido é doloroso — pode ser interpretado como perigo. Por isso, mudanças bruscas ativam o sistema de alarme do corpo, gerando ansiedade, rigidez, cansaço e resistência interna.
Nesse cenário, três instâncias entram em conflito: a consciência, que deseja evoluir; o cérebro, que busca previsibilidade; e o inconsciente, que preserva vínculos antigos e lealdades profundas. Quando a mudança acontece rápido demais, o sistema nervoso reage como se estivesse diante de uma ameaça real.
Veja o quadro na íntegra
Da Redação Site TV Assembleia