Tráfico humano: crime silencioso preocupa autoridades no Piauí

por Antônio Luiz Moreira Bezerra publicado 09/02/2026 10h29, última modificação 09/02/2026 10h29
Em Picos, autoridades se reuniram para discutir e construir estratégias para o enfrentamento dessa realidade

Em Picos, no Sul do Piauí, representantes de diversos órgãos públicos se reuniram no último fim de semana para discutir estratégias de enfrentamento ao tráfico humano e reforçar ações de conscientização junto à população. O encontro chamou atenção para uma realidade dura e, muitas vezes, invisível: o avanço de um crime silencioso que transforma pessoas em mercadoria.

 

Às margens da BR que corta a cidade, em meio ao vai e vem constante de caminhões, motos e carros, se esconde uma das principais rotas desse tipo de crime. As rodovias federais acabam sendo corredores estratégicos para o tráfico de pessoas, prática que assume diferentes formas de violência e exploração.

 

Em entrevista à TV Assembleia, Maria Moura, chefe do setor de Direitos Humanos da Polícia Rodoviária Federal no Piauí (PRF-PI), disse que a identificação desse tipo de crime exige atenção redobrada. “São ocorrências muito difíceis de identificar, porque a vítima é uma pessoa, não um objeto. É preciso muita cautela na análise para reconhecer o crime sem revitimizar quem já está em situação de vulnerabilidade”, explica.

 

O tráfico humano não tem uma única face. Ele se desdobra em práticas como trabalho análogo à escravidão, exploração sexual e, em casos ainda mais extremos, o rapto de pessoas para retirada e comercialização ilegal de órgãos vitais. Um mercado clandestino que movimenta cifras bilionárias e que, segundo especialistas, já supera financeiramente o tráfico de drogas, tendo como moeda de troca a própria vida humana.

 

Acompanha reportagem da TV Assembleia sobre o assunto


 

Da Redação Site TV Assembleia