Pressão para ser feliz no Carnaval pode desencadear ansiedade, alerta psicóloga

por Antônio Luiz Moreira Bezerra publicado 13/02/2026 15h08, última modificação 13/02/2026 15h08
Em entrevista ao Alepi TV 1, a psicóloga Siléli Santiago mostra que essa chamada “licença social” leva a comportamentos normalmente contidos.

Na edição do programa Alepi TV Primeira Edição desta sexta-feira (13), a jornalista Shirley Evangelista conversou com a psicóloga Siléli Santiago sobre um tema cada vez mais presente neste período do ano: a pressão social para ser feliz no Carnaval. Segundo a especialista, essa cobrança pode desencadear ou agravar sintomas de ansiedade e depressão.

 

Muitas pessoas passam o ano inteiro em uma rotina de sacrifícios e responsabilidades e, quando chega o Carnaval, acreditam que é o momento de “extravazar” tudo o que foi reprimido. É como se as regras sociais fossem suspensas temporariamente e houvesse uma licença para viver uma alegria imediata, sem pensar nas consequências.

 

Essa chamada “licença social”, segundo a psicóloga, faz com que comportamentos normalmente contidos venham à tona. A sensação de anonimato nos blocos, a diminuição do julgamento e o clima de liberdade contribuem para que algumas pessoas se autorizem a agir de maneira diferente do habitual. No entanto, ela alerta: “O Carnaval não muda ninguém. O que acontece é uma diminuição do freio inibitório, muitas vezes potencializada pelo consumo de álcool”.

 

Siléli ressalta que o excesso de bebida não transforma a personalidade, mas reduz filtros e revela comportamentos que estavam reprimidos. Após a euforia, podem surgir sentimentos de culpa, arrependimento e vazio. “Depois que a festa passa, muitas pessoas se perguntam: ‘Por que eu fiz isso?’”, pontua.

 

Confira aqui a entrevista completa


 

Da Redação Site TV Alepi