Palavra Aberta discute hanseníase e doenças tropicais negligenciadas como desafio de saúde pública no Piauí

por Antônio Luiz Moreira Bezerra publicado 11/03/2026 16h13, última modificação 11/03/2026 16h13
A professora e pesquisador Olívia Araújo, da UFPI, participa de entrevista e detalha sobre o tema.

O programa Palavra Aberta desta quarta-feira (11), realizado em parceria entre a TV Assembleia e a Universidade Federal do Piauí, trouxe ao debate um tema sensível e ainda pouco discutido pela sociedade: a hanseníase e outras doenças tropicais negligenciadas. Em entrevista ao jornalista Thiago Moraes, a professora e pesquisadora Olívia Araújo destacou que, apesar dos avanços da medicina, essas enfermidades continuam representando um importante desafio para a saúde pública, especialmente em estados do Nordeste, como o Piauí.

 

Durante a conversa, a especialista chamou atenção para a dimensão do problema no país. O Brasil ocupa atualmente a segunda posição no mundo em número de casos de hanseníase, ficando atrás apenas da Índia. No cenário nacional, o Piauí aparece com frequência entre o quarto e o quinto lugar em registros da doença, enquanto, no Nordeste, o estado costuma ocupar a segunda posição, atrás apenas do Maranhão. A estimativa é de que cerca de mil novos casos sejam diagnosticados anualmente.

 

Outro ponto destacado foi a necessidade de ampliar o entendimento sobre a doença. Embora muitas pessoas associem a hanseníase apenas a manchas na pele, a enfermidade afeta principalmente os nervos periféricos. Isso pode provocar perda de sensibilidade em mãos, pés e olhos, além de levar à atrofia muscular e, em casos mais graves, a incapacidades físicas permanentes. Por isso, o diagnóstico precoce e o tratamento adequado são fundamentais para evitar sequelas e interromper a cadeia de transmissão.

  

Confira a entrevista na íntegra


 

Da Redação Site TV Alepi