Palavra Aberta discute cultura incel e avanço da misoginia nas redes sociais

por Antônio Luiz Moreira Bezerra publicado 17/03/2026 15h47, última modificação 17/03/2026 15h47
Para abordar sobre o tema, o programa entrevistou a advogada Rayza Santos

A edição desta terça-feira, 17, do programa Palavra Aberta, exibido pela TV Alepi em parceria com a Associação Jurídica e Social do Piauí (Ajuspi), trouxe à tona um debate urgente: o crescimento da cultura incel e a disseminação de discursos misóginos na internet. O tema foi conduzido pelo jornalista Thiago Moraes, que entrevistou a advogada Rayza Santos para aprofundar a discussão sobre os impactos sociais desse fenômeno.

 

Durante a entrevista, foi explicado que o termo “incel” surgiu originalmente como uma forma de identificação pessoal, sem conotação de ódio. No entanto, ao longo do tempo, passou a ser apropriado por comunidades online com viés extremista, que difundem ideias contrárias à autonomia feminina e defendem a retomada de padrões patriarcais. Nesses espaços, a mulher é frequentemente apontada como responsável por frustrações individuais e até por problemas sociais mais amplos, o que contribui para a construção de uma narrativa de hostilidade e exclusão.

 

A advogada alertou que essa distorção do conceito inicial tem gerado consequências graves, transformando discursos em práticas de violência. Casos de importunação sexual, perseguição virtual e até crimes mais severos passam a ser alimentados por esse ambiente de ódio. O programa reforçou a necessidade de ampliar o debate público, fortalecer a educação digital e promover mecanismos de enfrentamento à misoginia, especialmente nas redes sociais, onde esses discursos encontram terreno fértil para se propagar.

 

Assista ao programa na íntegra



Da Redação Edição Site TV Alepi