Opala de Pedro II impulsiona economia local, mas setor enfrenta falta de mão de obra especializada

por Joelma de Sousa Abreu publicado 01/01/2026 14h48, última modificação 01/01/2026 14h48
Única no Brasil, gema rara movimenta cadeia produtiva no Norte do Piauí e sustenta dezenas de empresas ligadas à joalheria artesanal

Pedro II, no Norte do Piauí, concentra a única reserva de opala preciosa do Brasil, uma gema rara encontrada apenas em outros dois países no mundo: Austrália e México. A exclusividade coloca o município em posição estratégica no mercado de pedras preciosas e sustenta uma cadeia produtiva que envolve mineração, lapidação, design e ourivesaria.


Após a extração nas minas, a pedra passa por um processo artesanal até se transformar em joia. Lapidadores e ourives atuam na valorização do material bruto, produzindo peças que abastecem o mercado nacional e também são exportadas para países da Europa. O empresário Juscelino Araújo Sousa trabalha com a opala desde 1989 e está entre os profissionais que ajudaram a ampliar as possibilidades de uso da gema no mercado.


Uma das alternativas encontradas para reduzir perdas e ampliar a produção foi o desenvolvimento do mosaico de opala, técnica que utiliza pequenos fragmentos naturais da pedra. “Essas opalas eram descartadas. Muitas vezes o garimpeiro passa um ano inteiro sem encontrar uma pedra de alto valor. A ideia foi aproveitar esses resíduos e transformar em joias”, explica Juscelino.


Atualmente, cerca de 40 empresas atuam diretamente no setor em Pedro II, movimentando a economia local e gerando emprego e renda. Apesar do crescimento, o segmento enfrenta um dos principais gargalos: a falta de mão de obra qualificada. 


A matéria completa, com imagens e entrevistas, está disponível em uma reportagem feita pelo jornalista Ricardo Moura Fé para TV Assembleia. Veja: