No Palavra Aberta/APL, Francisco Miguel de Moura: memória, resistência e poesia como destino

por Antônio Luiz Moreira Bezerra publicado 20/02/2026 16h34, última modificação 20/02/2026 16h34
O poeta fala da sua trajetória, do início difícil da sua vida, mas também de superação através dos livros.

No programa Palavra Aberta, que nessa edição tem a parceria entre a TV Alepi e com a Academia Piauiense de Letras (APL), o jornalista Thiago Moraes conversou com o poeta, ensaísta, romancista, crítico literário e jornalista Francisco Miguel de Moura, um dos nomes mais importantes da literatura contemporânea do estado. Quinto ocupante da cadeira número oito da APL, ele revisitou sua trajetória marcada pela memória do sertão, pela defesa da identidade cultural e por uma produção literária construída ao longo de décadas. Autor de obras como Areias, Os Estigmas, Laços de Poder e Literatura do Piauí, História e Crítica, Moura consolidou-se como referência intelectual no estado.

 

Nascido em 1933, o escritor recorda uma infância atravessada por dificuldades econômicas, mas também por intensas experiências de aprendizado. Filho de professor, cresceu em meio às adversidades do sertão, onde a escassez de alimentos e as marcas da estiagem moldaram sua percepção do mundo. Essas memórias, segundo ele, se transformaram em matéria-prima poética, especialmente em Areias, livro que nasce das caminhadas por grotões e caminhos de pedra e areia, convertendo sofrimento em linguagem estética e sensível.

 

O contato com os livros começou cedo, primeiro na biblioteca do avô e depois com os poucos volumes que havia em casa. Dicionários tornaram-se ferramentas fundamentais na formação do jovem leitor que, mais tarde, se descobriria poeta. Influenciado por autores como Da Costa e Silva, Castro Alves e Mário Faustino, Francisco Miguel destaca que a poesia exige intimidade com as palavras. Para ele, o poeta “nasce poeta” — e a escrita não foi apenas escolha, mas destino. Ainda jovem, já publicava poemas em jornais estudantis de Picos, consolidando o vínculo definitivo com a literatura.

 

Aos 93 anos, Francisco Miguel de Moura observa com serenidade o cenário literário piauiense.

 

Confira aqui a entrevista na íntegra


 

Da Redação Site TV Alepi