Maternidade atípica: acolhimento, rede de apoio e luta por direitos no autismo
O programa Ver Ouvir Sentir, exibido neste sábado (27) pela TV e Rádio Assembleia, trouxe à tona uma pauta urgente e profundamente humana: a maternidade atípica e a construção de redes de apoio para mães de crianças com transtorno do espectro autista (TEA). O apresentador Chico Costa conversou com Elane Cristina, representante do Instituto Bonequinha Autista, que compartilhou sua trajetória pessoal e coletiva na luta por direitos, acolhimento e cuidado emocional.
Logo no início da entrevista, Elane fez sua autodescrição — um gesto simbólico de inclusão e respeito à diversidade — e apresentou o instituto que fundou em homenagem à filha Júlia Maria, uma criança autista de suporte nível três, de sete anos. Mais do que uma iniciativa institucional, o projeto nasceu de uma necessidade vivida na pele. “Sendo mãe atípica, eu via em mim a necessidade de muitas outras mulheres”, destacou.
O Instituto Bonequinha Autista tem como foco principal o cuidado com as mães atípicas, especialmente no que diz respeito à saúde mental, ao autocuidado e ao autoconhecimento. Segundo Elane, o sofrimento silencioso dessas mulheres ainda é pouco visibilizado, apesar da sobrecarga emocional, física e social que enfrentam diariamente.
A entrevista reforça a importância de políticas públicas, apoio comunitário e iniciativas da sociedade civil que compreendam o autismo não apenas como uma condição individual, mas como uma realidade que impacta famílias inteiras.
Confira a entrevista na íntegra
Da Redação Site TV Assembleia