Lei que restringe uso de celulares transforma rotina escolar e fortalece aprendizagem no Piauí
A nova legislação que restringe o uso de celulares nas escolas brasileiras já começa a provocar mudanças significativas no ambiente educacional. A norma proíbe o uso dos aparelhos para fins recreativos, permitindo sua utilização apenas em atividades pedagógicas, de acessibilidade e de saúde. No Piauí, a implementação da lei vem sendo acompanhada de perto pela Secretaria de Estado da Educação (Seduc-PI), que avalia impactos positivos no cotidiano escolar.
De acordo com a superintendente de Ensino da Seduc-PI, Viviane Faria, os primeiros meses de adaptação apresentaram desafios, mas os resultados observados ao longo do ano foram animadores. Em entrevista à TV Assembleia, ela destacou o aumento da interação entre estudantes, professores e famílias, além da ocupação mais ativa dos espaços escolares. Bibliotecas, clubes de leitura, quadras esportivas e grêmios estudantis passaram a ser mais utilizados, estimulando a criatividade, a convivência e o protagonismo juvenil em atividades como música, dança e jogos.
Viviane Faria reforça que a medida tem contribuído diretamente para a melhoria do aprendizado e para a redução da dependência digital entre os alunos. No entanto, ela ressalta que ainda é necessário aperfeiçoar o uso pedagógico do celular dentro das escolas. Segundo a superintendente, embora mais de 90% das unidades da rede estadual possuam laboratórios de informática, o celular pode ser um recurso complementar em sala de aula, desde que utilizado de forma orientada, pontual e recolhido após a atividade.
Especialista em educação, a professora Vanessa também observa mudanças positivas no comportamento dos estudantes. Segundo ela, os professores relatam maior atenção em sala de aula e redução das distrações. Nos intervalos, a interação social aumentou, especialmente entre pré-adolescentes e adolescentes, que passaram a conversar mais e a se envolver em atividades coletivas.
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Da Redação Site TV Assembleia