Juventude, autismo e jornalismo: a comunicação como ponte para inclusão e direitos
O jornalismo pode ser muito mais do que informar: ele também pode ser uma poderosa ferramenta de inclusão, conscientização e defesa de direitos. Esse foi o tom da conversa entre o apresentador Chico Costa e o jornalista Vinícius de Freitas no programa Ver Ouvir Sentir, exibido pela TV Assembleia e pela Rádio Assembleia, aos sábados.
Durante a entrevista, Vinícius compartilhou sua trajetória pessoal e profissional como pessoa autista no mercado da comunicação, destacando a importância da representatividade e do protagonismo de pessoas neurodivergentes na mídia.
O caminho até o diagnóstico
Vinícius contou que o diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA) veio após uma série de avaliações psicológicas, motivadas por professores que identificaram características como altas habilidades e comportamentos diferenciados na escola. Natural de Brasília, ele revelou que chegou ao Piauí há pouco mais de um ano e meio, trazendo consigo experiências e reflexões sobre educação, inclusão e identidade.
“Eu sempre fui muito solto, principalmente em questões de altas habilidades. A partir do encaminhamento dos professores, começaram as investigações e veio o diagnóstico de TEA”, relatou.
A escolha pelo jornalismo
A decisão de seguir carreira na comunicação, segundo Vinícius, surgiu após tentativas em outras áreas profissionais, nas quais não se sentiu plenamente realizado. No jornalismo, encontrou um espaço de expressão, pertencimento e propósito, especialmente ao lado de colegas também neurodivergentes.
Veja o programa na íntegra
Da Redação Site TV Assembleia