Governo anuncia medidas para conter alta dos combustíveis e aliviar inflação

por Antônio Luiz Moreira Bezerra publicado 15/05/2026 11h43, última modificação 15/05/2026 11h43
Em entrevista ao Bom Dia Alepi, economista Francisco Sousa explicou impactos das ações federais no bolso do consumidor e esclareceu dúvidas sobre a chamada “taxa das blusinhas”

A edição do programa Bom Dia Alepi desta sexta-feira (15) trouxe uma análise sobre as medidas anunciadas pelo governo federal para tentar conter a alta dos combustíveis no país. Durante entrevista conduzida pela jornalista Juliana Arêa Leão, o economista Francisco Sousa explicou que a redução de tributos busca evitar que o aumento do petróleo no mercado internacional seja repassado diretamente ao consumidor. Segundo ele, a medida surge em meio às tensões internacionais envolvendo o Irã e os impactos provocados pela alta do barril do petróleo, que acabam refletindo também na economia brasileira.

 

Ao longo da entrevista no Bom Dia Alepi, Francisco Sousa destacou que a diminuição da carga tributária pode ajudar a frear a inflação e impedir um efeito cascata sobre diversos setores da economia. O economista explicou que, quando o preço do diesel sobe, o custo do frete também aumenta, elevando os preços de alimentos e produtos em geral. Ele ressaltou ainda que a inflação elevada provoca aumento nas taxas de juros, desacelerando a atividade econômica e afetando diretamente o consumo das famílias. Durante a conversa com Juliana Arêa Leão, o especialista lembrou que conflitos internacionais e oscilações no mercado global têm influência direta sobre os preços praticados no Brasil.

 

Outro tema debatido na entrevista foi o fim da chamada “taxa das blusinhas”, relacionada às compras internacionais de até 50 dólares. Respondendo perguntas enviadas por telespectadores de cidades como Parnaíba e Picos, Francisco Sousa esclareceu que a isenção vale para compras de até US$ 50 por carrinho de compras, enquanto valores acima continuam sujeitos à tributação de 60%. O economista também explicou que o imposto anteriormente cobrado correspondia a 20% do valor da compra e que, após a publicação da medida provisória e da regulamentação da Receita Federal, o benefício já deve aparecer automaticamente nas plataformas de vendas internacionais utilizadas pelos consumidores brasileiros.

 

Veja a entrevista na íntegra


 

Da Redação Site TV Alepi