Filme sobre Kátia Tapety inspira debate sobre protagonismo feminino no cinema piauiense
A trajetória de Kátia Tapety, primeira travesti piauiense a ingressar na política no Brasil, segue inspirando gerações e ampliando debates sobre representatividade, cultura e identidade. A história dessa figura emblemática do Piauí ganhou as telas no longa-metragem “Kátia”, lançado em 2013, que volta a ser destaque ao integrar a programação do 1º Ciclo das Mulheres no Cinema.
Dirigido pela cineasta piauiense Karla Holanda, o filme ultrapassa o registro biográfico e se consolida como um marco simbólico na luta por visibilidade de corpos historicamente marginalizados. Justamente por ser uma obra realizada por uma mulher do Piauí, o longa reforça o eixo central do evento: discutir o papel do cinema como ferramenta de expressão cultural, política e social, com foco no protagonismo feminino na produção audiovisual.
O 1º Ciclo das Mulheres no Cinema surge em um contexto de fortalecimento do audiovisual piauiense, impulsionado, nos últimos anos, por políticas públicas de incentivo cultural que têm ampliado a participação feminina em diferentes áreas da produção cinematográfica. O evento busca não apenas dar visibilidade às obras dirigidas por mulheres, mas também estimular reflexões sobre mercado, formação profissional e igualdade de oportunidades.
A produtora cultural Fafa Guimarães, uma das organizadoras do ciclo, destaca a importância de fomentar o setor por meio de editais e investimentos em formação técnica. Segundo ela, o cenário já apresenta mudanças significativas. “A gente faz cinema há muito tempo, mas agora começamos a observar mais mulheres ocupando funções que antes eram quase exclusivas dos homens, como o som direto, o microfone e o desenho de som. Hoje, já conseguimos emplacar mulheres na câmera, no platô, em várias frentes”, explica.
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Da Redação Site TV Assembleia