Exposição “Piauí Afropindorâmico” ocupa o Memorial Esperança Garcia e reafirma ancestralidade e memória coletiva

por Antônio Luiz Moreira Bezerra publicado 10/02/2026 09h23, última modificação 10/02/2026 09h23
A exposição propõe uma reflexão crítica sobre as narrativas coloniais que, por séculos, invisibilizaram essas populações afro-indígenas.

O Memorial Esperança Garcia recebeu, nesta segunda-feira (9), a exposição “Piauí Afropindorâmico”, uma ocupação artística que percorre diferentes territórios do estado com o objetivo de valorizar a ancestralidade, os saberes tradicionais e a presença histórica dos povos afrodescendentes, indígenas e comunidades tradicionais na formação do Piauí.

 

Mais do que uma mostra fotográfica, a exposição propõe uma reflexão crítica sobre as narrativas coloniais que, por séculos, invisibilizaram essas populações. Para a superintendente de Direitos Humanos da Secretaria de Estado do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (Sasc), Sônia Terra, a exposição cumpre um papel fundamental de reparação histórica. Segundo ela, dar visibilidade positiva aos povos indígenas, ao povo negro e às comunidades quilombolas é uma forma de resgatar uma história que foi sistematicamente negada.

 

A exposição é composta por 60 fotografias impressas, além de imagens exibidas em formato virtual, criando uma experiência imersiva que une aprendizado, vivência e conhecimento. As obras são assinadas pelo fotógrafo Chico Rasta, referência nacional na produção audiovisual afro-indígena, que há mais de 15 anos documenta territórios, pessoas e modos de vida ligados à preservação da cultura e da natureza.


Para Chico Rasta, a mostra é uma oportunidade de “abrir janelas” para realidades muitas vezes ignoradas. “A gente mostra o território, a fauna, a natureza, mas principalmente as pessoas que têm uma relação profunda com a conservação desses lugares.


Confira aqui a reportagem completa


 

Da Redação Site TV Assembleia