Endividamento das famílias bate recorde e acende alerta para o orçamento doméstico

por Antônio Luiz Moreira Bezerra publicado 09/02/2026 15h37, última modificação 09/02/2026 15h37
Reportagem da TV Assembleia entrevistou especialista que dá orientação de como organizar as finanças

O aperto no bolso das famílias brasileiras segue em ritmo acelerado. Dados da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), mostram que 79,5% das famílias estavam endividadas em janeiro, índice que iguala o recorde histórico registrado em outubro do ano passado.

 

Em dezembro de 2025, o percentual era de 78,9%, o que indica uma trajetória contínua de alta. O cenário reforça uma realidade cada vez mais comum nos lares brasileiros: contas acumuladas, orçamento no limite e a necessidade de “jogo de cintura” para fechar o mês.

 

Para muitos trabalhadores autônomos e informais, o planejamento financeiro virou exercício diário de sobrevivência. A estratégia passa por calcular o que se ganha, projetar possíveis contratos e buscar renda extra para equilibrar as despesas. “Se não pisar no freio, não paga nunca. É uma conta aqui, outra ali… vai quitando uma por uma, do jeito que dá”, resume um consumidor que complementa a renda com pequenos serviços para não deixar as contas atrasarem.

 

Em entrevista à TV Assembleia, o contador Ney Rubens Nunes disse que os cartões de créditos são os grandes vilôes do endividamento. Segundo ele, muitos consumidores recorrem ao crédito para bancar despesas básicas do dia a dia, como supermercado, combustível e contas recorrentes. Em alguns casos, até compras de alimentação são parceladas. O risco aparece quando a fatura não é paga integralmente e o consumidor entra no crédito rotativo ou paga apenas o valor mínimo.

 

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Da Redação Site TV Assembleia