Doxiciclina no SUS amplia prevenção de ISTs e reforça combate à sífilis no Brasil
O Ministério da Saúde anunciou a incorporação inédita e ampliada da Doxiciclina 100 mg no Sistema Único de Saúde (SUS) como uma nova estratégia de prevenção de infecções sexualmente transmissíveis. A medida tem como foco principal reduzir a incidência de doenças como sífilis e clamídia, além de ampliar o acesso da população a métodos preventivos mais eficazes. A iniciativa representa um avanço importante na política pública de saúde, ao integrar o uso de antibióticos em protocolos já existentes de prevenção.
A decisão ocorre em um cenário em que a sífilis adquirida segue como um grave problema de saúde pública no Brasil e no mundo. De acordo com Thallyta Antunes, médica infectologista do HU-UFPI em entrevista à reportagem da TV Alepi, o uso da doxiciclina como profilaxia pós-exposição - especialmente após relações sexuais desprotegidas - deve contribuir significativamente para a redução de novos casos. A estratégia complementa ações já adotadas pelo ministério, que até então contemplavam principalmente a prevenção ao HIV, ampliando a cobertura para outras ISTs prevalentes, como a gonorreia e a clamídia. A expectativa é que o medicamento esteja disponível em breve em hospitais especializados de todo o país.
Segundo infectologistas, a inclusão da doxiciclina no protocolo preventivo representa um ganho relevante no enfrentamento das ISTs, ao oferecer uma resposta mais ampla e eficaz às exposições de risco. Embora o medicamento possa apresentar efeitos colaterais como desconforto gástrico e alterações na coloração da urina, esses sintomas tendem a ser leves e passageiros. Ainda assim, o uso deve ser feito exclusivamente com prescrição médica, garantindo segurança e eficácia no tratamento e na prevenção dessas infecções.
Veja aqui reportagem completa da TV Alepi
Da Redação Site TV Alepi