Dia Mundial de Combate à Tuberculose: doença antiga ainda desafia a saúde pública

por Antônio Luiz Moreira Bezerra publicado 24/03/2026 09h00, última modificação 24/03/2026 09h00
Especialista alerta, em entrevista à TV Alepi, que diagnóstico precoce e prevenção são essenciais para conter o avanço dos casos

Celebrado nesta terça-feira, 24 de março, o Dia Mundial de Combate à Tuberculose chama a atenção para uma doença infecciosa que, apesar de antiga e ter tratamento acessível, ainda registra aumento no número de casos em várias regiões. Em entrevista à TV Alepi, o pneumologista dr. João Luiz Vieira explicou que a tuberculose acompanha a humanidade há milhares de anos e é transmitida pelo ar, principalmente quando uma pessoa infectada tosse, liberando bactérias que podem contaminar os pulmões de outras pessoas.

 

Segundo o especialista, estudos antropológicos indicam que a tuberculose convive com o ser humano há cerca de 40 a 50 mil anos, mostrando a grande capacidade de adaptação da bactéria ao organismo humano. Apesar disso, os avanços da medicina nas últimas décadas permitiram o desenvolvimento de tratamentos eficazes. Ainda assim, ele destaca que o mais importante é evitar a transmissão, principalmente entre pessoas com a imunidade baixa, que têm maior risco de desenvolver a doença.

 

Entre as principais estratégias de controle está a chamada busca ativa, que consiste em identificar pessoas infectadas o mais cedo possível. Ao confirmar o diagnóstico, além do tratamento do paciente, também é feito o acompanhamento das pessoas que convivem com ele, para verificar se houve contato com a bactéria. O especialista explica que, após cerca de 15 a 20 dias de uso da medicação, o paciente geralmente deixa de transmitir a doença, mas recomenda-se evitar contato próximo e manter cuidados dentro de casa, com reavaliação médica após cerca de 30 dias para garantir o controle da infecção.

 

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Da Redação Site TV Alepi