Dar e receber: o desafio de equilibrar os vínculos afetivos

por Antônio Luiz Moreira Bezerra publicado 07/05/2026 08h45, última modificação 07/05/2026 09h53
No quadro Vamos Conversar, psicóloga Marcelle Formiga explica como a dificuldade de receber cuidado pode afetar a saúde dos relacionamentos

No quadro Vamos Conversar, desta quinta-feira, 7 de maio, no programa Bom Dia Alepi, a psicóloga Marcelle Formiga abordou um tema que atravessa muitos relacionamentos: a dificuldade de equilibrar o dar e o receber. Segundo a especialista, embora esses dois movimentos devessem acontecer de forma natural, muitas pessoas cresceram aprendendo que precisar de ajuda, pedir apoio ou demonstrar vulnerabilidade pode ser algo incômodo. Esse aprendizado, muitas vezes construído ainda na infância, acaba interferindo diretamente na maneira como os vínculos são vividos na vida adulta.

 

Durante o Vamos Conversar, Marcelle destacou que o desequilíbrio aparece quando uma pessoa oferece demais e a outra recebe de menos, ou ainda quando alguém evita receber justamente para não se sentir em dívida. Ela lembrou que esse movimento vai além das ações concretas e também se manifesta na troca de afeto, no tempo dedicado, na atenção, na presença e no cuidado cotidiano. Quando não há reciprocidade, explicou a psicóloga, o vínculo pode se desgastar e até se romper. Muitas vezes, quem dá em excesso acredita estar apenas demonstrando amor, enquanto quem não consegue receber pensa estar se protegendo — quando, na verdade, ambos podem estar repetindo padrões emocionais antigos.

 

Como caminho para transformar essa dinâmica, Marcelle Formiga orientou que o primeiro passo é reconhecer o próprio padrão de comportamento, sem julgamento. No quadro Vamos Conversar, ela explicou que aprender a receber também é uma habilidade e pode começar com gestos simples: aceitar um elogio, acolher um cuidado ou permitir que alguém esteja presente sem transformar isso em obrigação. Para a psicóloga, o equilíbrio não surge de uma vez, mas é construído gradualmente. Ao aprender a receber, a pessoa também passa a oferecer de um lugar mais saudável, fortalecendo relações mais maduras, recíprocas e afetivamente sustentáveis.

 

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Da Redação Site TV Alepi