Período pós-temporada traz mudanças no padrão das precipitações e exige atenção redobrada com áreas vulneráveis
Em entrevista ao repórter James Almeida, no programa Bom Dia Alepi desta sexta-feira, 17, o diretor de Prevenção e Mitigação da Defesa Civil do Piauí, climatologista Werton Costa, explicou que o estado vive um momento decisivo do período chuvoso. Segundo ele, apesar de um início tardio e irregular, com chuvas intensas em algumas regiões, a tendência é de um encerramento mais estável. Esse período de transição, conhecido na climatologia como pós-temporada, já apresenta sinais característicos, como a ocorrência de nevoeiros, neblina e chuvas mais rápidas e localizadas.
Werton Costa destacou que, embora as precipitações estejam se tornando mais espaçadas geograficamente, os modelos de previsão ainda indicam chuvas até o mês de maio, especialmente em regiões como a planície litorânea, Cocais, Grande Teresina e áreas que abrangem municípios como Campo Maior, Castelo do Piauí e São Miguel do Tapuio. No entanto, o foco da preocupação da Defesa Civil deixou de ser o volume de chuva e passou a ser o nível de vulnerabilidade das populações. Em muitos locais, o solo já se encontra saturado, o que impede a absorção da água e aumenta o risco de alagamentos e danos em estradas e residências, mesmo com precipitações de baixa intensidade.
Durante a entrevista no Bom Dia Alepi, o climatologista também ressaltou a importância da articulação entre os órgãos públicos do Estado para enfrentar possíveis emergências. Segundo ele, a integração entre Defesa Civil estadual, prefeituras e instituições como a APPM também tem sido fundamental para garantir respostas mais rápidas e eficazes. O alinhamento permite identificar áreas afetadas, prestar assistência humanitária e minimizar impactos, especialmente em regiões críticas como o litoral, a exemplo do município de Ilha Grande, que já enfrenta problemas devido ao excesso de chuvas.