Brain rot: quando a hiperconexão transforma a mente e as relações sociais
Na edição desta quarta-feira (22) do programa Bom Dia Alepi, a jornalista Juliana Arêa Leão recebeu a cientista social e socióloga Jahyra Sousa para discutir um fenômeno cada vez mais presente na vida contemporânea: o “Brain rot”, expressão eleita como a palavra do ano de 2024 pelo dicionário Oxford. O termo, que surgiu como meme nas redes sociais, evoluiu para um conceito que traduz os efeitos da hiperconexão sobre a mente e o comportamento, levantando questionamentos sobre até que ponto o consumo excessivo de conteúdos digitais está moldando a forma como as pessoas pensam e se relacionam.
Durante a entrevista, Jahyra Sousa explicou que o “Brain rot” pode ser entendido como reflexo de relações cada vez mais rápidas e superficiais, impulsionadas por uma rotina acelerada e pela constante presença da tecnologia. Segundo ela, a dinâmica social atual tem reduzido o tempo e a profundidade das interações, impactando inclusive a capacidade de concentração e a chamada neuroplasticidade. Situações cotidianas, como encontros em restaurantes ou ambientes de trabalho, evidenciam esse cenário: embora fisicamente próximas, as pessoas estão frequentemente imersas em seus celulares, substituindo o diálogo direto por interações digitais fragmentadas.
A socióloga também alertou para os riscos associados a esse comportamento, como a disseminação de desinformação e o aumento de conflitos sociais, potencializados pelo consumo rápido e superficial de conteúdos. Como alternativa, ela defendeu a adoção de práticas simples, como o “detox midiático”, incentivando momentos de desconexão ao longo da semana.
Confira a entrevista na íntegra
Da Redação Site TV Alepi