Braille: quase dois séculos promovendo autonomia e inclusão para pessoas com deficiência visual

por Antônio Luiz Moreira Bezerra publicado 08/04/2026 09h34, última modificação 08/04/2026 09h34
Sistema de leitura e escrita tátil segue transformando vidas e abrindo oportunidades educacionais e profissionais

Celebrado nesta quarta-feira, 8 de abril, o Dia Nacional do Sistema Braille reforça a importância de uma ferramenta criada há quase dois séculos e que continua sendo essencial para a inclusão de pessoas com deficiência visual. Em Teresina, a equipe de reportagem da TV Alepi visitou o Centro de Apoio Pedagógico (CAP), no bairro Monte Castelo, zona Sul da capital, para mostrar como o método segue transformando vidas. Entre os exemplos está Alice Macêdo, que, mesmo sendo deficiente visual, encontrou no braille uma forma de se comunicar pela escrita e explorar o universo da leitura e da literatura.

 

Para Alice Macêdo, aprender o sistema foi um passo importante para conquistar autonomia. Ela conta que muitas pessoas acreditam que o braille é difícil de aprender, mas afirma que o processo se torna simples com dedicação. Segundo ela, tudo começa com o reconhecimento das combinações de pontos que formam letras e palavras, algo que, com prática, passa a fazer parte do cotidiano. A experiência mostra como a alfabetização em braille pode abrir portas e ampliar possibilidades para pessoas cegas.

 

No CAP, professores e técnicos auxiliam alunos de diferentes idades a aprender o sistema, promovendo independência e inclusão. A diretora da instituição, Denyse Nayra, explica que o centro atende desde crianças a partir de sete anos até pessoas da terceira idade que desejam aprender a ler e escrever em braille. Já a professora Luzia Sousa, que atua há 16 anos no ensino da técnica, destaca que um dos momentos mais marcantes é quando alguém que perdeu a visão descobre que ainda pode voltar a ler. Apesar dos desafios que ainda existem para a plena inclusão das pessoas com deficiência visual, iniciativas como as do CAP mostram que o braille continua sendo uma poderosa ferramenta de transformação social.

 

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Da Redação Site TV Alepi