Bom Dia Alepi destaca fertilização in vitro: especialista esclarece riscos e segurança
A morte da terapeuta Gabriele Martins, de 31 anos, após complicações decorrentes de um procedimento de fertilização in vitro realizado em uma clínica particular de São Paulo, reacendeu o debate sobre os riscos da reprodução assistida no Brasil. O caso foi tema do programa Bom Dia Alepi, apresantado pela jornalista Juliana Arêa Leão, que entrevistou o ginecologista e especialista em reprodução humana Anatole Borges para esclarecer dúvidas sobre a segurança dos procedimentos.
Durante a entrevista, o médico explicou que a reprodução assistida costuma ser indicada quando o casal tenta engravidar naturalmente por pelo menos um ano sem sucesso. A partir de exames detalhados, o especialista define o tratamento mais adequado, que pode ser de baixa ou alta complexidade. Entre os de baixa complexidade estão a indução da ovulação e a inseminação intrauterina, procedimentos mais simples, realizados em consultório e sem necessidade de anestesia. Já os de alta complexidade incluem a fertilização in vitro, que exige estimulação ovariana mais intensa e a coleta dos óvulos com sedação.
Segundo Anatole Borges, a fertilização in vitro é hoje um dos tratamentos mais realizados no país. Apenas em 2023, foram mais de 50 mil ciclos no Brasil. Ele destacou que as complicações relacionadas ao procedimento ocorrem em apenas 1% a 2% dos casos, índice considerado baixo. As intercorrências mais comuns não estão ligadas à anestesia, mas sim à síndrome do hiperestímulo ovariano.
O especialista reforçou que, embora a fertilização in vitro seja considerada extremamente segura, nenhum procedimento médico é totalmente isento de riscos. Ele lembrou que todos os pacientes passam por investigação clínica rigorosa antes do tratamento, incluindo avaliação de doenças pré-existentes e condições que possam aumentar riscos cirúrgicos.
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Da Redação Site TV Alepi