Bom Dia Alepi destaca fertilização in vitro: especialista esclarece riscos e segurança

por Antônio Luiz Moreira Bezerra publicado 27/02/2026 09h12, última modificação 27/02/2026 09h12
Anatole Borges, médico especialista em reprodução humana, esclarece que os procedimento são seguros, mas também há riscos, embora muito baixos

A morte da terapeuta Gabriele Martins, de 31 anos, após complicações decorrentes de um procedimento de fertilização in vitro realizado em uma clínica particular de São Paulo, reacendeu o debate sobre os riscos da reprodução assistida no Brasil. O caso foi tema do programa Bom Dia Alepi, apresantado pela jornalista Juliana Arêa Leão, que entrevistou o ginecologista e especialista em reprodução humana Anatole Borges para esclarecer dúvidas sobre a segurança dos procedimentos.

 

Durante a entrevista, o médico explicou que a reprodução assistida costuma ser indicada quando o casal tenta engravidar naturalmente por pelo menos um ano sem sucesso. A partir de exames detalhados, o especialista define o tratamento mais adequado, que pode ser de baixa ou alta complexidade. Entre os de baixa complexidade estão a indução da ovulação e a inseminação intrauterina, procedimentos mais simples, realizados em consultório e sem necessidade de anestesia. Já os de alta complexidade incluem a fertilização in vitro, que exige estimulação ovariana mais intensa e a coleta dos óvulos com sedação.

 

Segundo Anatole Borges, a fertilização in vitro é hoje um dos tratamentos mais realizados no país. Apenas em 2023, foram mais de 50 mil ciclos no Brasil. Ele destacou que as complicações relacionadas ao procedimento ocorrem em apenas 1% a 2% dos casos, índice considerado baixo. As intercorrências mais comuns não estão ligadas à anestesia, mas sim à síndrome do hiperestímulo ovariano.

 

O especialista reforçou que, embora a fertilização in vitro seja considerada extremamente segura, nenhum procedimento médico é totalmente isento de riscos. Ele lembrou que todos os pacientes passam por investigação clínica rigorosa antes do tratamento, incluindo avaliação de doenças pré-existentes e condições que possam aumentar riscos cirúrgicos. 

 

 Veja a entrevista completa


 

Da Redação Site TV Alepi