Piauí tem a segunda maior proporção de pessoas com deficiência no país

por Antônio Luiz Moreira Bezerra publicado 24/05/2025 07h30, última modificação 23/05/2025 11h36
Cerca de 38 mil pessoas têm diagnóstico de autismo no estado

O IBGE divulga novos resultados do Censo Demográfico 2022, trazendo na presente edição resultados sobre o perfil sociodemográfico e educacional das pessoas com deficiência e daquelas diagnosticadas com transtorno do espectro autista (TEA). Essas informações serão essenciais para que possam ser traçadas políticas públicas com o intuito de melhorar as condições de saúde daquela parcela da população brasileira.

 

No tocante à população com deficiência, a pesquisa apontou que no Piauí um total de 297.694 pessoas com dois anos ou mais de idade apresentavam dificuldades funcionais diversas, dentre elas a de enxergar, ouvir, locomover-se (andar ou subir degraus), utilizar os membros superiores, e dificuldades de cognição afetando a memorização ou concentração, bem como dificuldades na comunicação e no cuidar de si mesmo. No Piauí, em 2022, registrou-se que 9,3% do total de pessoas com dois anos ou mais de idade apresentavam alguma deficiência, configurando-se como o segundo maior indicador entre todas as unidades da federação.

 

No Brasil, 14,4 milhões de pessoas de dois anos ou mais de idade possuíam alguma deficiência, o que representava 7,3% da população daquela faixa etária. Os estados da região Nordeste apresentaram os maiores indicadores do país, com destaque para: Alagoas (9,6%), Piauí (9,3%) e Ceará (8,9%). Os menores indicadores do país ficaram com: Roraima (5,6%), Mato Grosso (5,7%) e Santa Catarina (6,0%).

 

Entre as regiões do país, o Nordeste registrou o maior indicador, com 8,6% da população de dois anos ou mais de idade apresentando deficiência, seguido pela região Norte (7,1%), Sudeste (6,8%), Sul (6,6%) e Centro-Oeste (6,5%).

 

População idosa e do sexo feminino é a que apresenta maior proporção de pessoas com deficiência no Piauí


O Censo Demográfico 2022 apontou que 10,1% das mulheres de dois anos ou mais de idade no Piauí apresentam alguma deficiência, proporção superior à dos homens, que foi de 8,5%. Merece ser destacado, que a proporção de homens do Piauí com deficiência é a maior entre todos os estados da federação, enquanto a proporção registrada para as mulheres piauienses foi a terceira maior do país.

 

Com o avançar da idade, a proporção de pessoas com deficiência aumenta na população. No Piauí, a menor proporção observada de deficiência foi na população do grupo etário de 2 a 14 anos, que apresentou 2,4% de deficiência. Na sequência vem o grupo etário de 15 a 59 anos, com 6,9% de deficiência; o grupo etário de 60 a 69 anos apresenta 19,5% de deficiência; e, por fim, o grupo etário de 70 anos ou mais de idade, com 37,5% de deficiência.

 

Ao analisarmos a proporção de pessoas com deficiência na população piauiense levando em conta sexo e grupo etário, percebemos que as mulheres apresentam um indicador de deficiência maior que o dos homens em todos os grupos etários, exceto na população entre 2 a 14 anos de idade, onde as mulheres apresentam 2,0% de deficiência e os homens, 2,7%.

 

No Brasil, 8,1% das mulheres de dois ou mais anos de idade apresentam alguma deficiência, proporção superior à dos homens, que foi de 6,4%.

 

Ao analisarmos a deficiência em relação aos grupos etários no país, temos que o menor grau de deficiência ocorre na população do grupo etário de 2 a 14 anos, que apresentou 2,2% de deficiência. Na sequência vem o grupo etário de 15 a 59 anos, com 5,4% de deficiência; o grupo etário de 60 a 69 anos, com 14,4% de deficiência; e, por fim, o grupo etário de 70 anos ou mais de idade, com 27,5% de deficiência. A proporção da população com deficiência no Piauí foi superior à proporção apresentada no país para todos os grupos etários.

 

Levando em conta o sexo e os grupos etários para o Brasil, da mesma forma que foi observado nos indicadores do Piauí, as mulheres também apresentam um indicador de deficiência maior que o dos homens em todos os grupos etários, exceto no da população entre 2 e 14 anos, onde as mulheres apresentam um indicador de 2% de deficiência, enquanto os homens, 2,4%.

 

Proporção da população com deficiência por cor ou raça


No Piauí, o Censo Demográfico 2022 apontou que a população de dois anos ou mais de idade de cor ou raça amarela foi a que apresentou maior proporção de deficiência no estado, com 12,1%. Em termos de representatividade, a população de cor ou raça amarela participava com cerca de 0,09% do total da população piauiense. Como população de cor ou raça amarela compreende-se aquela na qual as pessoas se autodeclaram como tendo ascendência oriental, como a japonesa, chinesa e coreana por exemplo.

 

A população de dois anos ou mais de idade de cor ou raça indígena foi a que apresentou a segunda maior proporção de deficiência no Piauí, com 11,9%. Em termos de representatividade, a população indígena piauiense era de cerca de 0,19% do total da população do estado. Na sequência, a população de cor ou raça preta apresentou 11,2% de deficiência, seguido da população branca, com 9,7%, e da população parda, com 8,9%.
No Brasil, a população de cor ou raça preta foi a que apresentou a maior proporção de deficiência, para 8,6% daquele grupo populacional. Na sequência vieram as populações: parda, com 7,2% de deficiência; branca, com 7,1%; indígena, com 6,6%; e amarela, com 6,6%.

 

População piauiense apresenta a maior proporção de deficiência auditiva no país, e a segunda maior proporção de deficiência para enxergar e se locomover

 

Em 2022, o Censo Demográfico apontou que no Piauí um total de 49.936 pessoas apresentava deficiência auditiva, com dificuldade permanente para ouvir, mesmo usando aparelhos auditivos, o equivalente a 1,6% da população de dois anos ou mais de idade, maior indicador entre os estados do país. No Brasil, esse indicador foi de 1,3%. Os maiores indicadores entre os estados ficaram com: Piauí (1,6%), Rio Grande do Sul (1,5%) e Paraíba (1,5%). Os menores indicadores ficaram com o Amazonas, Roraima e Amapá, todos com 1,0% de deficiência.

 

A pesquisa apontou, ainda, que no Piauí havia 167.644 pessoas de dois anos ou mais de idade com deficiência visual, com dificuldade permanente para enxergar, mesmo usando óculos ou lente de contato, o equivalente a 5,3% da população de dois anos ou mais de idade, configurando-se na segunda maior proporção entre os estados do país. No Brasil, esse indicador ficou em 4,0%. Os maiores indicadores entre os estados ficaram com: Alagoas (5,4%), Piauí (5,3%) e Ceará (5,2%). Os menores indicadores ficaram com: Santa Catarina (3,0%), Paraná (3,3%) e São Paulo (3,3%).

 

No Piauí, registrou-se um total de 106.187 pessoas com deficiência para se locomover, com dificuldade permanente para andar ou subir degraus, mesmo usando prótese ou outro aparelho de auxílio, o equivalente a 3,3% do total da população piauiense de dois anos ou mais de idade, configurando-se na segunda maior proporção entre todos os estados do país. No Brasil, esse indicador foi de 2,6%. Os maiores indicadores entre os estados ficaram com: Alagoas (3,6%), Piauí (3,3%) e Paraíba (3,2%). Os menores indicadores ficaram com: Roraima (1,4%), Amazonas (1,9%) e Amapá (1,9%).

 

O Censo Demográfico apontou que no Piauí um total de 54.729 pessoas tinham deficiência nos membros superiores (braço e ombro), apresentando uma dificuldade permanente para pegar pequenos objetos, como botão ou lápis, ou abrir e fechar tampas de garrafas, mesmo usando aparelho de auxílio, o que representava 1,7% do total da população piauiense de dois ou mais anos de idade, configurando-se na terceira maior proporção entre todos os estados do país. No Brasil, esse indicador foi de 1,4%. Os maiores indicadores entre os estados ficaram com: Alagoas (1,9%), Sergipe (1,7%) e Piauí (1,7%). Os menores indicadores ficaram com: Roraima (0,9%), Acre (1,1%) e Distrito Federal (1,1%).

 

A pesquisa registrou que, no Piauí, um total de 54.628 pessoas tinham deficiências nas funções mentais, com dificuldade permanente para se comunicar, realizar cuidados pessoais, trabalhar, estudar etc, o que equivalia a 1,7% da população de dois anos ou mais de idade. No Brasil, esse indicador foi de 1,4%. Os maiores indicadores entre os estados ficaram com: Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará e Piauí, todos com o mesmo indicador de 1,7%. Os menores indicadores ficaram com: Roraima (0,9%), Santa Catarina (1,0%) e Amazonas (1,1%).

 

Entre os 50 municípios com maiores indicadores de deficiência no país, 12 são do Piauí


O Censo Demográfico 2022 aponta que doze municípios do Piauí estão entre os cinquenta municípios do Brasil com os maiores indicadores de deficiência. O município piauiense de São José do Peixe aparece na pesquisa com 16,5% da população de dois anos ou mais de idade com deficiência, maior proporção do Piauí e a sétima maior do país. Na sequência, o município de Canavieira aparece com 16,3% da população com deficiência, segundo maior indicador do estado e nono maior do país.

 

O município de Caraúbas do Piauí foi o que apresentou a menor proporção da população com deficiência no estado, com 3,8%. Na sequência, entre os menores indicadores do Piauí, vieram os municípios de Baixa Grande do Ribeiro, com 4,9%, e Porto Alegre do Piauí, com 5,1%. Entre os municípios mais populosos do estado, Teresina apresentou uma proporção da população com deficiência da ordem de 7,9%; Picos apresentou uma proporção de 8,4% e Parnaíba, de 8,7%. No Piauí, 60% dos municípios apresentaram uma proporção da população com deficiência superior à proporção registrada para o estado, que foi de 9,3%.

 

No Brasil, os municípios que apresentaram as maiores proporções da população com deficiência foram: Malhada dos Bois (SE), com 18,1%; Antônio Martins (RN), com 17,8%, e Novo Tiradentes (RS), com 17,1%. Os municípios com as menores proporções da população com deficiência foram: Tigrinhos (SC), com 1,2%; Rancho Alegre D’Oeste (PR), com 1,5%, e Uiramutã (RR), com 1,7%.

 

Em 1 a cada 5 domicílios do Piauí reside pelo menos uma pessoa com deficiência, maior proporção do país


No Piauí, em um total de 236.814 domicílios ocupados havia pelo menos um morador de dois anos ou mais de idade com deficiência, o equivalente a 22,1% do total de domicílios ocupados do estado, o maior indicador entre os estados do país. São informações coletadas pelo Censo Demográfico 2022, realizado pelo IBGE.

 

No Piauí, os municípios com as maiores proporções de domicílios com pelo menos um morador com deficiência foram São José do Peixe, com 35,3%, inclusive tendo sido a quarta maior proporção entre todos os municípios do país. Na sequência vem o município de Canavieiras, com um indicador de 35,19%, que foi o quinto maior indicador do país.

 

No Brasil, havia em 2022 um total de 11,6 milhões de domicílios com pelo menos um morador de dois anos ou mais de idade com deficiência, o que equivalia a 16% do total de domicílios do país. Os estados com as maiores proporções de domicílio foram: Piauí (22,1%), Alagoas (21,89%) e Maranhão (20,26%). As menores proporções ficaram com: Mato Grosso (12,89%), Santa Catarina (13,15%) e Distrito Federal (13,62%).

 

No Piauí, 4 a cada 10 pessoas com deficiência eram analfabetas, maior indicador do país

 

O Censo Demográfico 2022 registrou que, no Piauí, a taxa de analfabetismo da população de 15 anos ou mais de idade que apresentava deficiência chegava a 38,78%, configurando-se como o maior indicador entre os estados do país. Para efeito de comparação, a taxa de analfabetismo para a população de 15 anos ou mais de idade que não apresentava deficiência era de 12,64%, praticamente 70% menor que a taxa de analfabetismo registrada para a população com deficiência.

 

No município piauiense de Paquetá a taxa de analfabetismo na população com deficiência chegou a 70,03%, praticamente o dobro da taxa de analfabetismo registrada para a população com deficiência do estado do Piauí. Além disso, foi a segunda maior taxa de analfabetismo da população com deficiência entre todos os municípios do país, ficando atrás apenas da taxa de analfabetismo registrada para o município de São Domingos (PB), com 71,39%. Entre os 50 municípios do país com as maiores taxas de analfabetismo da população com deficiência, 23 deles eram do Piauí (46%).

 

No Brasil, a taxa de analfabetismo da população com deficiência atingiu 21,29%. Entre as unidades da federação as maiores taxas de analfabetismo da população com deficiência ficaram com: Piauí (38,78%), Alagoas (36,78%) e Paraíba (34,59%). As menores taxas de analfabetismo foram as de: Santa Catarina (11,64%), Distrito Federal (11,79%) e Rio de Janeiro (12,10%).

 

No Piauí, cerca de 38 mil pessoas têm diagnóstico de AUTISMO, sendo a prevalência maior entre os homens e pessoas mais jovens


Em 2022, o Censo Demográfico, pela primeira vez, trouxe informações sobre o autismo, com um quesito no qual o informante declarava se os moradores do domicílio já tinham sido diagnosticados com autismo por algum profissional de saúde. Os resultados indicaram que no Piauí 37.856 pessoas declararam ter recebido diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA), o que corresponde a 1,2% da população residente no estado.

 

No Brasil, foram registradas cerca de 2,4 milhões de pessoas com autismo, o equivalente a 1,2% do total da população do país. Entre os estados, as maiores proporções de autismo na população foram as registradas no Acre, com 1,6%, no Amapá, com 1,5%, e no Ceará, com 1,4%. As menores proporções ficaram com: Tocantins e Bahia, ambos com 1,0%, e o Amazonas, com 1,1%.

 

Autismo na população, por sexo


A prevalência de autismo na população do Piauí foi maior entre os homens (1,5%) do que entre as mulheres (0,8%), o que equivale a 23.978 homens e 13.878 mulheres com diagnóstico declarado de autismo. No Brasil, a prevalência também foi maior entre os homens (1,5%) do que entre as mulheres (0,9%), com cerca de 1,4 milhões de homens e quase 1,0 milhão de mulheres com diagnóstico declarado de autismo.

 

Autismo na população, por grupo etário


Entre os grupos etários no Piauí, a prevalência de diagnóstico de autismo foi maior entre as crianças: 2,0% no grupo de 0 e 4 anos de idade, 3,0% entre 5 e 9 anos e 2,1% entre 10 e 14 anos. Esses percentuais representam, ao todo, 16.354 crianças de 0 a 14 anos com autismo. Nos demais grupos etários, os percentuais oscilaram entre 0,7% e 1,3%.


População residente diagnosticada com autismo e respectiva proporção por grupo etário – Piauí – 2022

 

No Brasil, a prevalência de diagnóstico de autismo nos grupos etários também foi maior entre as crianças: 2,1% no grupo de 0 e 4 anos de idade, 2,6% entre 5 e 9 anos e 1,9% entre 10 e 14 anos. Esses percentuais representam, ao todo, 868,9 mil crianças de 0 a 14 anos com autismo. Nos demais grupos etários, os percentuais oscilaram entre 0,8% e 1,0%.

 

Autismo na população, por cor ou raça


No Piauí, a maior proporção de pessoas diagnosticadas com autismo por cor ou raça foi entre a população que se declarou indígena com 2,3%, o que equivale a um total de 137 pessoas. Na sequência temos a população que se declarou branca, com 1,3%, o que representa 9.898 pessoas; a população parda, com 1,1%, o equivalente a 23.779 pessoas; a população preta, com 1,0%, representando 4.013 pessoas; e a população amarela, com 1,0%, o equivalente a 29 pessoas.

 

Ao observar as pessoas com diagnóstico de autismo por cor ou raça no Brasil, o maior percentual ficou entre as pessoas que se declararam como branca com 1,3%, o que equivale a 1,1 milhões de pessoas. A menor prevalência está entre as pessoas que se declararam como de cor ou raça indígena, com 0,9%, o que representa 11,4 mil pessoas, este percentual sobe para 1% quando consideradas também as pessoas de outra cor ou raça que se consideram indígenas. Entre as pessoas amarelas, 1,2% possuem diagnóstico de autismo, o que corresponde a 10,3 mil pessoas. Cerca de 221,7 mil pessoas pretas e 1,1 milhões de pessoas pardas possuem TEA, o que condiz a 1,1% de cada uma dessas populações.

 

Murici dos Portelas é o município do Piauí com maior proporção de autismo e o 17º. maior do país


No Piauí, o município com a maior proporção de autismo diagnosticado na população é Murici dos Portelas, com 2,5%, o equivalente a 245 pessoas. Essa proporção de autismo colocou o município de Murici dos Portelas na 17ª posição entre todos os municípios do país. Na sequência, entre os maiores indicadores da população diagnosticada com autismo no Piauí, temos o município de Canavieira, com 2,3%; e Morro Cabeça no Tempo, com 2,2%.

 

nóstico de autismo em sua população: Teresina, com 1,7%, o equivalente a 14.453 pessoas, e o sétimo maior indicador do estado; Parnaíba, com 1,4%, o que corresponde a 2.231 pessoas, e o 21º maior indicador do estado; e Picos, com 1,3%, o equivalente a 1.053 pessoas, e o 28º maior indicador do estado.

 

Proporção de domicílios onde residia pelo menos uma pessoa com autismo



No Piauí, em 3,1% dos domicílios ocupados residia pelo menos uma pessoa com diagnóstico de autismo, o que representava 33.506 domicílios. No Brasil, a média foi de 2,9% dos domicílios. Os estados com as maiores proporções foram o Amapá (4,6%), o Acre (4,4%) e o Ceará (3,7%). As menores proporções ficaram com Tocantins, Bahia e Rio Grande do Sul, todos com 2,5%.

 

Taxa de escolarização entre a população com autismo é maior que a do total da população

 

No Piauí, a taxa de escolarização da população com autismo (43,52%) foi superior à observada na população geral do estado (26,12%). Essa diferença foi mais expressiva entre os homens: 51,26% das pessoas com autismo estavam estudando, frente a 26,2% no total de homens. Entre as mulheres, a taxa de escolarização foi 31,5% entre aquelas com autismo, ante 26,0% no total. Por grupo de idade, destacaram-se os grupos de 18 a 24 anos (35,75% para autistas e 30,11% para o total da população) e de 25 anos ou mais (7,45% para autistas e 5,96% para o total), onde a taxa entre pessoas com autismo superou a da população estudantil geral, sugerindo trajetórias mais prolongadas de escolarização ou retornos à educação formal.

 


Para o Brasil, a taxa de escolarização da população com autismo (36,9%) foi superior à observada na população geral (24,3%). Essa diferença foi mais expressiva entre os homens: 44,2% das pessoas com autismo estavam estudando, frente a 24,7% no total de homens. Entre as mulheres, a taxa de escolarização foi 26,9% entre aquelas com autismo, ante 24,0% no total. Por grupo de idade, destacaram-se os grupos de 18 a 24 anos (30,4% para autistas e 27,7% para o total) e 25 anos ou mais (8,3% e 6,1%, respectivamente).


Fonte: Agência IBGE de Notícias