Ouvidoria da Alepi: espaço de transparência e cidadania

por Katya D'Angelles publicado 16/03/2026 10h16, última modificação 16/03/2026 10h19
Neste 16 de março é comemorado o Dia Nacional do Ouvidor, instituído pela lei 12.632/2012

O Ouvidor é o profissional que atua como uma ponte entre a população e um órgão ou empresa. Ele recebe reclamações, elogios, denúncias ou sugestões e busca solução junto aos setores administrativos. A ouvidoria é fundamental para a transparência e para a participação social.


Na Assembleia Legislativa do Piauí (Alepi), a Ouvidoria também realiza ações como de orientação e de serviços. Em 2025, por exemplo, houve ação junto à PiauíPrev de atendimentos individualizados para os servidores que desejavam obter informações sobre o regime previdenciário da Alepi. E em 2024 foi realizada a Ouvidoria Itinerante, evento que ofereceu diversos atendimentos, como nutricional, psicológico e consultas jurídicas.

A ouvidora-geral da Alepi, Rosa Camila Portela, nos contou um pouco sobre o papel de um ouvidor e em como tem sido o trabalho realizado na Assembleia piauiense.


Ascom  Alepi - Qual o papel de um ouvidor?

Rosa Camila
- O ouvidor nas instituições públicas representa os cidadãos e atua recebendo as manifestações da população, seja reclamações, solicitações, denúncias, sugestões e elogios. Atua também mediando conflitos, identifica possíveis falhas e propõe melhorias à gestão.

 

Ascom Alepi  - Quais as demandas que mais chegam na Alepi?


Rosa Camila
- As principais demandas são acesso a leis, a informações sobre o funcionamento da Casa e realização de concursos públicos. Em 2023, a ex-deputada Teresa Britto assumiu a ouvidoria da Alepi e você também veio fazer parte da equipe. Quais foram os principais desafios encontrados.  Na Alepi, tivemos apenas 3 ouvidores: o deputado Gessivaldo Isaías, a deputada Teresa Britto e, na gestão do presidente Severo Eulálio, eu - servidora efetiva da Casa. A deputada Teresa Britto assumiu em agosto de 2023, num momento de transição de gestão. Conseguimos atualizar todas as demandas referentes aos 6 meses em que não havia uma equipe no setor. Fomos bem recebidos tanto pelo público interno da Casa quanto pelo externo. Organizar o setor, ter voz interna e externamente e conseguir atender a todas as solicitações e demandas foram os desafios iniciais.


Ascom Alepi -  Quais foram os principais avanços conseguidos entre 2023 e 2026?

Rosa Canila - Demos início à Alepi Itinerante, ações realizadas em escolas de diversos bairros de Teresina em parceria com diversos órgãos do Estado; passamos a fazer parte da Rede Ouvir; Expandimos nossa atuação para além das atribuições de uma Ouvidoria. Entramos para a Renouv (Rede Nacional de Ouvidorias), iniciamos a mudança de sistema, fizemos parte de diversas comissões formadas para a resolução de problemas que chegavam até a Ouvidoria.



Ascom Alepi
- Vocês também organizam eventos. Qual o objetivo deles e como vocês se sentem ao ser essa ligação entre o Legislativo e a população?

Rosa Camila - A organização de eventos voltados a ações para pessoas mais carentes foi um importante passo para o que hoje é a Assembleia em Ação. Esse contato direto é muito importante para vivenciarmos e entendermos as principais dificuldades e demandas da população.

Ascom Alepi - Quais os planos da ouvidoria da Alepi para esse ano de 2026?

Rosa Camila - Nossa meta principal para 2026 é modernizar o setor, por exemplo, com a criação de um chatbot; também a mudança definitiva de sistema com a utilização do fala.br. Além disso, temos como meta a ampliação dos trabalhos realizados no processo de articulação e compilação de leis do nosso estado, uma das principais solicitações recebidas pela Ouvidoria. 



Atendimento – A Alepi tem uma página na internet para consultas. Nela, os interessados podem encaminhar suas manifestações, inclusive de forma anônima e receber respostas. Também há atendimento presencial na sede da Assembleia Legislativa.

 

 

Iury Parente – Edição: Katya D’Angelles