Número de partidos na Alepi caiu de 14 para 4 nos últimos quatro anos

por Katya D'Angelles publicado 09/04/2026 09h32, última modificação 09/04/2026 10h30
Reformas eleitorais impactaram configuração partidária da Casa
Número de partidos na Alepi caiu de 14 para 4 nos últimos quatro anos

Foto: Thiago Amaral / Ascom Alepi

Na última sexta-feira (3) se encerrou a janela partidária para que deputados pudessem trocar de agremiação. Cinco parlamentares estaduais titulares utilizaram o período para mudar de partido reconfigurando a composição da Assembleia Legislativa do Piauí (Alepi). Com as mudanças, a Casa passa a ser formada por 3 partidos e uma federação.


A maior bancada integra a Federação Brasil da Esperança, composta por PT, PV e PC do B. 14 deputados fazem parte da mesma agremiação do governador Rafael Fonteles: Francisco Limma, Rubens Vieira, Fábio Novo, Franzé Silva, Dr. Vinícius, Hélio Isaías, Evaldo Gomes, Dr. Gil Carlos, Fábio Xavier, Firmino Paulo, Flávio Júnior, Janaínna Marques, Nerinho e Dr Thales Coelho.


O maior partido da Alepi é o do presidente Severo Eulálio. O MDB passa a ser composto por 9 parlamentares: Severo Eulálio, Ana Paula, Dr. Felipe Sampaio, Gracinha Mão Santa, Henrique Pires, João Mádison, Dr. Hélio, Gessivaldo Isaías e Coronel Carlos Augusto.


Na sequência, está o partido que faz oposição ao governador Rafael Fonteles. O Progressista tem uma bancada de 4 deputados: Gustavo Neiva, Wilson Brandão, Aldo Gil e Bárbara do Firmino.
O PSD passou a ter bancada na Alepi após o fim da janela partidária. 3 parlamentares são filiados ao partido: Marden Menezes, Georgiano Neto e Simone Pereira. Republicanos e Solidariedade deixaram de ter representação.


A mudança dos últimos quatro anos é significativa. Em março de 2022, antes da janela partidária das eleições daquele ano, a Casa era composta por 14 partidos. O MDB era a maior bancada com seis parlamentares, seguido de PT e Progressistas com cinco, PR com três e PTB com dois. PSD, PDT, Republicanos, PSDB, PV, PSB, PPS, PRTB e PTC tinham um deputado cada.

A mudança se deve às reformas eleitorais feitas em 2017 e 2021. “Não só na Alepi, como nas câmaras municipais e na Câmara Federal também, houve essa redução por conta das cláusulas de barreira que existem para os partidos, e isso é um fator determinante. O fim das coligações se soma a isso, traz a consequência da diminuição de partidos nas casas legislativas”, explica o advogado eleitoral Valdílio Falcão.


Nícolas Barbosa - Edição: Katya D’Angelles