Gustavo Neiva critica governo por resultados ruins na geração de empregos
O deputado Gustavo Neiva (PP) usou o tempo do grande expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa do Piauí (Alepi) desta quarta-feira (15) para fazer várias críticas ao governo de Rafael Fonteles. Dentre os pontos destacados estão a não execução dos grandes projetos anunciados pelo governo, como o Laticínio Vale do Gurguéia, o resultado da taxa de desocupação dos trabalhadores e os empréstimos contraídos.
Tendo como base os dados da PNAD Contínua divulgados pelo IBGE em fevereiro de 2026, o parlamentar destacou a ineficiência governamental em proporcionar empregos à população. “O Piauí, mais uma vez, foi o estado campeão em desemprego. Não há oportunidades de emprego em nosso estado, isso gera um êxodo de pessoas, especialmente jovens que se formam e não tem onde trabalhar”, disse Gustavo Neiva.
Crítico ao projeto do Hidrogênio Verde, o parlamentar também citou o Laticínio Vale do Gurguéia, outra iniciativa que prometia gerar milhares de empregos, mas que não vingou, segundo sua avaliação. “Em 2024, o governo foi à cidade de Cristino Castro lançar um laticínio que teria diversos produtores de leite para desenvolver a região. Para minha surpresa, ontem recebi uma foto em que o local onde seria esse laticínio está à venda. Vários produtores estão decepcionados porque acreditaram no discurso do governador e na verdade a única coisa que restou ali foi um outdoor”, afirmou Gustavo Neiva.
Gustavo Neiva reitera preocupação com pedidos de empréstimos
A preocupação com a capacidade de pagamento das dívidas foi, novamente, levantada. “O que temos é o endividamento galopante do estado sem nada de concreto sendo visto. Qual é o legado que se deixa ao nosso povo? Qual o legado deixado para nossa juventude? Não podemos aceitar a continuidade desse tipo de tratamento”, criticou o parlamentar.
Ainda sobre a questão financeira, Gustavo Neiva citou os atuais dois empréstimos em tramitação na Alepi. “Não podemos endividar mais o Piauí, pois temos a certeza que não temos mais capacidade de pagamento da dívida com os bancos, de criar despesas e trazendo parcelas novas para serem pagas. Concordo que temos que melhorar o metrô, mas porque não se usa o dinheiro em caixa ao invés de adquirir mais dívidas?”, questionou.
Guilherme Cronemberger – Edição: Nícolas Barbosa