Gessivaldo Isaías cobra medidas duras contra o aumento dos combustíveis no Piauí

por Katya D'Angelles publicado 16/03/2026 13h30, última modificação 16/03/2026 13h31
A fala do deputado se dá após postos de combustíveis do estado aumentarem os valores sem justificativa plausível

O deputado Gessivaldo Isaías (Republicanos), durante a sessão plenária desta segunda-feira (16) da Assembleia Legislativa do Piauí (Alepi), disse estar revoltado com o aumento dos preços dos combustíveis no Piauí, o qual ocorreu após o início da guerra no Irã. “Eu queria entender como se começa uma guerra no oriente médio e, antes mesmo de ter efeito em relação ao combustível, os postos de gasolina do Piauí já sobem os preços”, afirmou.

 

O parlamentar informou que apresentou requerimento à Alepi para que o Procon intensifique a fiscalização em todo o estado. “Tem que ter uma fiscalização maior, tem que punir essa questão de unificarem os preços, pois, se existe livre concorrência, tem que ter um posto mais em conta. A justiça tem que fiscalizar. E o órgão de competência é o Procon”, asseverou.

 


Gessivaldo Isaías disse que ainda não há efeito da guerra no Irã aqui no Piauí, especialmente após o Governo Federal ter baixado impostos. “Antes mesmo de qualquer efeito da guerra e da baixa dos impostos, os postos já sobem os preços dos combustíveis em mais de um real”, disse.

 


O temor pela alta da inflação também foi tema do discurso do deputado, argumentando que o aumento vai gerar um efeito cascata. “Daqui a pouco a inflação está lá em cima porque não teve controle e fiscalização sobre os combustíveis. Uma carreta que comporta dois mil litros de combustível, se sobe um real, são dois mil reais a mais que ela vai gastar por cada tanque”, afirmou.

 

A Alepi deveria cobrar mais fiscalização e realizar uma audiência pública, sugeriu Gessivaldo Isaías. “Devemos trazer os donos de postos para debater junto à população e ao Procon. Estão colocando a faca no pescoço do piauiense. Mesmo quem não tem carro ou moto, vai sentir o efeito da subida de preço na mesa, pois tudo é feito com transporte rodoviário”, explicou.

 

As críticas também foram feitas ao aumento do valor do etanol: “Como se justifica o etanol, que é feito no Brasil, ter um preço elevado ao absurdo se não tem nada a ver com a região da guerra?”. Gessivaldo Isaías disse que é a favor do empresariado, mas “sou contra o lucro absurdo e contra os que querem massacrar a população tirando lucro excessivo através das pessoas menos favorecidas”, finalizou.

                                                                                   


Iury Parente – Edição: Katya D’Angelles